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domingo, 22 de abril de 2018

NÃO TENHA MEDO DE ENCERRAR CICLOS. ELES SE ENCERRARÃO POR SI SÓ.


No fundo da sua alma, você sabe quando um ciclo está por encerrar. Você sabe, mas prefere não ver. Adia o inevitável e acaba por recriar situações em sua vida até que você aprenda a honrar seus limites. Talvez você faça isso por medo. Medo do desconhecido, medo por acreditar que ficará só, que não é capaz, que irá desagradar ou machucar alguém, será julgado e reprovado.

Isso é uma iluisão tamanha! Em seu coração você também sabe que esses medos são irreais.

MEDO DO DESCONHECIDO: o desconhecido é uma condição humana. Ou será que chegamos a este plano conhecendo a vida e todos sos desafios que criaríamos para nós? Viver é uma jornada rumo ao desconhecido.

MEDO DE FICAR SÓ: será mesmo que existe "estar só"? Ainda que esteja em solitude, no silêncio do seu ser e não haja mais nenhum ser vivo à sua volta, você jamais está só. Nunca esteve e nunca estará, pois você é Um com Tudo o que há.

MEDO DE NÃO SER CAPAZ: quem em você está te dizendo isto?Pare e pergunte. Depois, observe atentamente esse eu que te desqualifica o tempo todo. Você provavelmente se defrontará com um tirano que luta por um eu idealizado e inalcançável. Use as capacidades que tem hoje, a clareza que já alcança hoje e não alimente as idealizações do que é "estar pronto".

MEDO DE DESAGRADAR OU MACHUCAR ALGUÉM: pode ser que sua decisão desagrade e traga sofrimento para alguém, mas ainda assim, isso não é sua responsabilidade. Você é sim responsável por ser completamente honesto consigo e com o outro. Falar a verdade sem violência, no momento adequado, com amor.

MEDO DE SER JULGADO OU REPROVADO: quem é que te julga primeiro? O seu juiz interno. É com ele a sua batalha e não com as opiniões alheias.

Os seus medo não evitarão o fim dos ciclos. Eles estão, na verdade, estendendo um sofrimento desnecessário. 

Estamos todos vivendo a era da verdade. E a luz da Verdade está iluminando tudo, ainda que doa. Por isso, seja verdadeiro consigo mesmo, esse é o primeiro passo.

(Tatiane Guedes)



domingo, 15 de abril de 2018

COISAS QUE SOMENTE COM O TEMPO A GENTE COMEÇA A APRENDER.




Tenho aprendido com o tempo que a felicidade vibra na frequência das coisas mais simples. Que o que amacia a vida, acende o riso, convida a alma para brincar, são essas imensas coisas pequeninas bordadas com fios de luz no tecido áspero do cotidiano. Como o toque bom do sol quando pousa na pele. A solidão que é encontro. O café da manhã com pão quentinho e sonho compartilhado. A Lua quando o olhar é grande. A doçura contente de um cafuné sem pressa. O trabalho que nos erotiza. Os instantes em que repousamos os olhos em olhos amados. O poema que parece que fomos nós que escrevemos. A força da areia molhada sob os pés descalços. O sono relaxado que põe tudo para dormir. A presença de intimidade legítima. A música que nos faz subir de oitava. A delicadeza desenhada de improviso. O banho bom que reinventa o corpo. O cheiro de terra. O cheiro de chuva. O cheiro do tempero do feijão da infância. O cheiro de quem se gosta. O acorde daquela risada que acorda tudo na gente. Essas coisas. Outras coisas. Todas, simples assim.

Tenho aprendido com o tempo que a mediocridade é um pântano habitado por medos famintos, ávidos por devorar o brilho dos olhos e a singularidade da alma. Que grande parte daquilo em que juramos acreditar pode ser somente crença alheia que a gente não passou a limpo. Que pode haver algum conforto no acordo tácito da hipocrisia, mas ele não faz a vida cantar. Que se não tivermos um olhar atento e generoso para os nossos sentimentos, podemos passar uma jornada inteira sem entrar em contato com o que realmente nos importa. Que aquilo que, de fato, nos importa, pode não importar a mais ninguém e isso não tem importância alguma. Que enquanto não nos conhecermos pelo menos um pouquinho, rabiscaremos cadernos e cadernos sem escrever coisa alguma que tenha significado para nós.

Tenho aprendido com o tempo que quando julgamos falamos mais de nós do que do outro. Que a maledicência acontece quando o coração está com mau hálito. Que o respeito é virtude das almas elegantes. Que a empatia nasce do contato íntimo com as nuances da nossa própria humanidade. Que entre o que o outro diz e o que ouvimos existem pontes ou abismos, construídos ou cavados pela história que é dele e pela história que é nossa. Que o egoísmo fala quando o medo abafa a voz do amor. Que a carência se revela quando a autoestima está machucada. Que a culpa é um veneno corrosivo que geralmente as pessoas não gostam de ingerir sozinhas. Que a sala de aula é a experiência particular e intransferível de cada um.

Tenho aprendido com o tempo coisas que somente com o tempo a gente começa a aprender. Que o encontro amoroso, para ser saudável, não deve implicar subtração: deve ser soma. Que há que se ter metas claras, mas, paradoxalmente, como alguém me disse um dia, liberdade é não esperar coisa alguma. Que a espontaneidade e a admiração são os adubos naturais que fazem as relações florescerem. Que olhar para o nosso medo, conversar com ele, enchê-lo de cuidado amoroso quando ele nos incomoda mais, levá-lo para passear e pegar sol, é um caminho bacana para evitar que ele nos contraia a alma.

Tenho aprendido que se nos olharmos mais nos olhos uns dos outros do que temos feito, talvez possamos nos compreender melhor, sem precisar de muitas palavras. Que uma coisa vale para todo mundo: apesar do que os gestos às vezes possam aparentar dizer, cada pessoa, com mais ou menos embaraço, carrega consigo um profundo anseio por amor. E, possivelmente, andará em círculo, cruzará desertos, experimentará fomes, elegerá algozes, posará de vítima para várias fotos, pulará de uma ilusão a outra, brincará de esconde-esconde com a vida, até descobrir onde o tempo todo ele está.

(Ana Jácomo)

domingo, 8 de abril de 2018

PESSOAS QUE NOS EMOCIONAM...


                                                              (Nenad Mirkovich art)


Tem gente que nos comove à primeira lembrança. Perto delas nossa fala encontra reciprocidade, e a gente se abre sem reservas sem mesmo entender porque. Ao lado delas nossa dúvida encontra alívio e nosso medo pede abrigo.
Tem gente que nos dá saudade, e a saudade é a emoção da falta que aquela pessoa faz. A lembrança de suas mãos quentes nos segurando nos dá a certeza de que em algum lugar alguém se importa de verdade, e só isso já é um alento, seja em que circunstância for.
Algumas pessoas cruzam nosso caminho e estabelecem uma ligação forte desde o primeiro instante. Dizem que “os santos batem”, e perto delas nosso riso é mais solto e o choro não tem receio de brotar. Com elas o assunto não falta, e a vontade de estar junto supera os obstáculos de tempo e lugar. Perto delas somos mais autênticos e a vida ganha coerência e lucidez.
Tem gente que aparece em nossa vida feito passarinho cantando de manhã. Sabem que podem se aproximar e não têm receio de que irão incomodar.
Tem gente que pode silenciar ao nosso lado sem que haja estranhamento ou acanhamento. Perto delas o silêncio é consentido e bem vindo, e entendemos que a alma também precisa de trégua, descanso e mansidão.
Pessoas que nos emocionam carregam histórias bonitas dentro delas. Sabem valorizar cada momento presente com leveza e sabedoria porque já superaram obstáculos e saíram vencedoras. Nos animam com sua força e servem de inspiração e motivação.
Perto delas a gente se sente ouvindo “A casa é sua” do Arnaldo Antunes no volume mais alto, e entende a letra que diz: “até o teto tá de ponta cabeça porque você demora…”
Tem gente que nos transmite paz sem que nenhuma palavra seja dita. Silenciam nossa alma com cuidado e plantam sementes de otimismo em nosso caminho.
Desejo que você encontre pelo menos uma pessoa assim. Alguém que lhe tire do lugar comum e lhe comova de um jeito especial. Que ao pensar nela, seu coração sorria e sua alma sinta estar sendo acariciada. E que você possa ser essa pessoa também. Que em algum lugar, em algum momento, alguém pense em você e sinta que está se emocionando de verdade…
(Fabíola Simões).

domingo, 1 de abril de 2018

QUANDO O CORAÇÃO PEDE CALMA, É TEMPO QUE A GENTE DÁ.


Tempo para parar de sofrer e para esquecer de chorar.

Tempo para desentristecer e para desanuviar.

Tempo para voltar a viver e para – novamente – se alegrar.

Tempo para se abster e para se acostumar.

Tempo para parar de doer e tempo para aliviar.

Tempo para adormecer e, após um bom tempo, sonhar.

Tempo para se erguer e para – em frente – caminhar.

Tempo para aprender e tempo para ensinar.

Tempo para prometer e tempo para realizar.

Tempo para sentir prazer e para a vida gozar.

Tempo para devolver o que o tempo deixou passar.

Tempo para aquecer o que não pode mais esfriar.

Tempo para não temer e para não titubear.

Tempo para defender, sem precisar acusar.

Tempo para percorrer o caminho onde se quer chegar.

 Tempo para envelhecer e para o tempo olhar.

Tempo para amadurecer e para aprender a lidar.

Tempo para voltar a crer, que o tempo se encarrega de curar.

Tempo para agradecer o que o tempo foi capaz de consertar.



(Fellipo Rocha)



domingo, 25 de março de 2018

O VAZIO EXISTENCIAL E AS DORES DA ALMA.




Este estado, às vezes melancólico, manifesta-se como se fosse um grito de socorro que internamente nos alerta que algo está fora de rota. Neste momento, precisamos rever nossa trajetória, quais passos estamos direcionando aos nossos verdadeiros sonhos e a nossa essência. O vazio existencial dói e pode até adoecer! É uma dor da alma que grita para acharmos o nosso verdadeiro caminho. E é essa dor que nos faz movimentar para um estágio de redescobrimentos e mudanças.

Muitas vezes, o nosso vazio está apenas refletindo a nossa criança, que ao ser abafada, não hesitou em chorar. No papel de adultos (mais conscientes e racionais, conforme esperado), essa responsabilidade é aparentemente mais fácil, embora muitas coisas nos ofuscam de enxergar o essencial e desviam o nosso foco em nutrir também nossas almas. Aqui não cabem julgamentos e preconceitos, o alimento para cada um é na medida de sua fome e da sua capacidade nutricional.

Então teremos almas bem nutridas e desnutridas, conforme a dieta pessoal. Aventurar-se no mar das paixões e incertezas que pulsam em nossa alma é uma forma de desbravar o desconhecido. Este processo de descobertas pode nos trazer dores, verdades difíceis e a necessidade de encarar as consequências de nossas ações e atitudes.

Quem nunca se sentiu sem rumo e para “baixo”, se olhou e perguntou: “Por que estou aqui, afinal? Qual meu propósito?” É muito comum que estas indagações nos aflijam no decorrer de nossa história. Isso traz medo, mas traz também esperança, vontade de atravessar a ponte e ver o que nos aguarda do outro lado.

O vazio existencial nos leva a olhar o mundo como se houvesse ausência de algo, como se as respostas que tivemos até dado momento fossem insuficientes e inadequadas. Deste movimento somos convidados a abrir novas portas, a despertar para outras experiências e novos sentidos. O mais interessante é o movimento, o se jogar para o novo, para a subjetividade de cada ação. Quanto mais movimento, menos vazio.

Não importa onde mais dói, qual tema nos é mais caro e de qual ausência mais sofremos, o importante é e sempre será, o caminho. Somente pela ousadia da caminhada é que novos sabores e respostas serão revelados.

O vazio existencial é uma espécie de uma bússola interna que nos aponta os trajetos, algo que todos nós temos. Cada qual, dependendo de onde se perdeu, após saber usar sua própria bússola chegará a um destino. Assim, cada caminho é único e exclusivamente pessoal. Podemos nos perder e nos reencontrar várias vezes.

A grande oportunidade ao falarmos de algo incompleto (vazio) é a possibilidade de preenchimento, ou melhor, de transbordo. Uma alma quando se completa, vibra, irradia e emite luz, alegrando e contagiando seu ambiente interno e externo.

Convido a encararmos o vazio existencial como uma rica oportunidade de reavaliação e autoconhecimento. Vamos ouvir esta voz interna que nos proclama por uma oportunidade de falar conosco. Vamos sentir a emoção dos medos, dos erros, dos sonhos e encantos. Vamos viver!
     
É hora de liberdade, de superar o vazio e sentir-se cheio da abundância da vida.

(Vasco Oliveira- https://www.venhafloreser.com.br)


domingo, 18 de março de 2018

"O AFETO SERÁ SEMPRE BEM-VINDO, QUALQUER QUE SEJA A SUA FORMA".

                                                                 (Yuri Fomichev art)

Mais do que nunca a frase “Qualquer maneira de amor vale a pena” faz sentido. O mundo vive tanto desamor e indiferença nos últimos tempos que o afeto será sempre bem-vindo, qualquer que seja a sua forma. Não falo apenas do amor romântico, aquele que acontece entre duas pessoas. Falo do amor que flui o tempo todo, em todas as direções, a qualquer hora.
Todos podem ser uma fonte de amor.
Só o amor tem razão, pelo simples fato de não pretender tê-la.
O amor aproxima as coisas mais distantes, ele vence o tempo, o espaço, e o amor universal é a única saída.
Há muitas famílias que vivem em seus lares como se tivessem numa espécie de redoma, vendo o mundo externo como uma ameaça. E o resultado disso é que encontramos pessoas bastante desconfiadas, sem nenhum senso de cooperação social.Toda renúncia, entrega de si, toda dedicação operosa, todo devotamento para eles parece perda ou atitude inútil.
O interesse individual passou a ser de ordem suprema.
Na busca da autenticidade, muitos conceitos vão sendo questionados.
Cada um desenvolve as suas próprias idéias, querendo que o outro se comporte de acordo com elas.
Você espera receber aquilo que precisa e esquece que a natureza do amor está exatamente no oposto: no interesse puro de ajudar no crescimento alheio, no desejo de participar na construção de um mundo melhor.
Sem amor para consigo mesmo impossível amar ao próximo.
A maturidade deste momento está na busca do respeito de dentro para fora e não a partir de uma ordem que determina o certo e o errado.
A base é o respeito por si mesmo, o reconhecimento do ser único.

(Hermann  Hesse).


domingo, 11 de março de 2018

NINGUÉM MORRE DE AMOR.




Depois de certo tempo você percebe que por mais bonito que seja o amor, ele é vulnerável e pode acabar. Por isso há que se cuidar do amor. Ter cuidado com as palavras, pensamentos e ações. Não permitir que qualquer um se aproxime e possa entrar com seus palpites e soluções. Resguardar a intimidade e relevar os desencantos. Celebrar as alegrias e dissipar o pranto.
Depois de certo tempo e alguma vivência, você também percebe que ninguém morre de amor. Que o fim de uma relação pode doer, machucar, deixar marcas profundas. Mas a gente sobrevive. A gente sobrevive e se torna mais resistente. A gente sobrevive e aprende a buscar novas alternativas para a dor do presente. A gente sobrevive e, com sorte, volta a querer amar de novo.
Ninguém morre de amor. É certo que virão saudades e lembranças, recordações e esperanças, mas é preciso seguir em frente.
E pra seguir em frente é preciso sepultar o amor de antes. Enterrar bem fundo para que não ressuscite com falsas esperanças. Chorar o fim de um tempo, se vestir de luto, encontrar no meio do caos um reduto.
O amor morreu, mas você não. E isso tem que ser o bastante para você querer todas as coisas que lhe fazem sorrir. Pois o que machuca não pode lhe definir. O que magoa, não pode lhe conduzir. O que partiu, não pode lhe destruir.
Ninguém morre de amor e você também não vai morrer. Eu sei que está doendo muito agora e disseram que o tempo cura tudo, mas você sente que não está curando nada. É que cada um tem seu próprio tempo de recuperação, mas ela acontece, mais cedo ou mais tarde, deixando uma cicatriz tão visível quanto foram as lembranças. Uma cicatriz que irá coçar de vez em quando, mas nunca mais irá doer como antes.
Por fim, me lembrei de Caio Fernando Abreu e sua sabedoria. Da frase em que ele diz: “Se algumas pessoas se afastarem de você, não fique triste, é a resposta da oração “livrai-me de todo mal, amém.”
De vez em quando a gente quer “morrer por dentro” porque uma relação chegou ao fim. O que a gente não enxerga são os presentes que a vida nos reserva. Presentes que podem vir da descoberta de que perder alguém foi a melhor coisa que nos aconteceu.
Então sejamos gratos por quem se despede e por quem permanece. Pela oportunidade de sairmos modificados, mas ainda assim inteiros, do fim de uma relação. Pelo dom de superarmos as ausências, faltas e falhas do amor. E pela bênção de aos poucos reconhecermos as mãos de Deus nos livrando de todo mal…
(Fabíola Simões)

domingo, 4 de março de 2018

EFÊMERO.


(Tela do artista plástico Vino Morais, amigo blogueiro que faleceu repentinamente numa noite de reveillhon)


Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes. Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.
Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos. Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.
Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença!
E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa. Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora?!
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.  
Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso. 
Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos. 
Olhe para frente!
Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós. 
Pense!... Se você está lendo esta mensagem é porque ainda tem tempo!!!
Não o perca mais!...


( Letícia Thompson)



domingo, 25 de fevereiro de 2018

VOCÊ É UM PILHOMANÍACO?



Pilhomaníaco é aquela pessoa que gosta de acumular papéis e vai empilhando-os uns sobre os outros.
A tendência de acumular papéis é gerada por um pensamento básico: "Posso precisar disso em algum momento".
Quando temos este pensamento ou sentimento, criamos a tendência de guardar e deixar as coisas onde estão.
Há pessoas cujo carro é um depósito de papéis e tralhas.
Há pessoas cuja mesa é o local de acúmulo de papéis.
E existem até as pessoas cujo computador é um depósito de informações inúteis.

Se quiser ser mais produtivo, é hora de se livrar dos papéis ou dos lixos eletrônicos.
Quanto menos papel, mais livre e leve ficamos Quando trabalhamos mais leves, produzimos mais, com maior energia e em menor tempo. 
Por isso, aprenda a jogar papéis e informações inúteis fora. Reserve um dia por quinzena para deletar arquivos de seu computador e se livrar de papéis inúteis. Dessa forma você será capaz de criar um fluxo mais produtivo de tarefas no seu cotidiano.

O que você pode começar a eliminar hoje?


(Do livro "A arte de fazer escolhas". por Louis Burlamaqui)


domingo, 18 de fevereiro de 2018

MANEIRA DE OLHAR A VIDA.


                                                                 (Konstantin_razumov)

Quando for olhar o teu jardim, olhe as rosas entreabertas e nunca as pétalas caídas.

Observe em teu caminho a distância vencida, e nunca o que falta ainda.

Guarda no teu olhar os brilhos e alegrias de uma criança e nunca as névoas de tristezas dos acontecidos.

Retenha tão somente da tua voz as risadas e canções e nunca os teus gemidos de dores e sofrimentos.

Conserva em teus ouvidos as palavras de amor, e nunca as de ódio ou rancor.

Grava na tua pupila o nascer das auroras, e nunca os poentes do sol se indo.

Guarda as recordações da tua face pelas carícias recebidas, e nunca das bofetadas que levastes.

Guarda de tuas mãos as flores que recebestes, e nunca dos espinhos que te feriram.

Conserva de teus lábios as mensagens bondosas proferidas, e esquece as palavras que te feriram.

Olhe sempre o sol que existe a sua frente, e esquece a sombra que fica atrás.

Lembre-se que a flor que desabrocha é bem mais importante do que mil pétalas caídas.

O mal que praticamos, sem dúvida, um dia irá embora, mas o bem que houvermos exercido não só ficará para sempre, como tenderá sempre a se multiplicar. Lembre-se que é no fundo da noite sem luar que brilham muito mais as estrelas.

(Gotas De Paz)


domingo, 11 de fevereiro de 2018

TERNURA OU AUSÊNCIA.




"Ternura é presença, é vida constante; ausência é vazio, é orgulho sem vida.
Ternura é conhecer cada detalhe e incentivar cada segundo; ausência é perder o tempo valioso e negar um sorriso ou um abraço.
Ternura é abrir a porta do respeito; ausência é abrir a porta do preconceito.
Ternura é calor de alma; ausência é o frio de negar qualquer sentimento de alta vibração.
Ternura existe em tudo; ausência é se afastar de tudo.
Ternura é uma questão de permissão; ausência é uma atitude de negar sem tentar uma nova transformação.
Conheça a ternura, seja presente, afaste a ausência, sua alma será brilhante como a beleza da Natureza, sempre pronta para oferecer ternura a quem oferecer a sua presença."

(Dra.Miriam Zelikowski).

domingo, 4 de fevereiro de 2018

O FILTRO DA INFELICIDADE.



Já percebeu como todo mundo é feliz nas redes sociais? Como a vida parece fácil?

A felicidade nunca foi tão exposta e sua exibição constante trouxe uma patética ironia - a infelicidade. As redes sociais fabricam milhares de bons momentos: festas, amigos, ostentações, sorrisos, amores correspondidos, noitadas incríveis e metas realizadas. Não é curioso como tudo é perfeito? Como todos são bem resolvidos? Como o mundo está contente? Diante da tela desejamos tudo, cobiçamos o corpo perfeito, a viagem dos sonhos, o relacionamento ideal. O jardim do vizinho nunca foi tão verde.
Quando esse anseio não é correspondido, despejamos nossa indignação na linha do tempo, a inveja se transveste de crítica social. Dá-se nome a tudo, e inconscientemente vão criando-se rótulos: o exibido, o falso intelectual, o carente, o festeiro, o romântico irritante etc. Todos com seus míseros defeitos, tão distante da nossa conduta exemplar.
A verdade é que nos tornamos produtos, mas sem público alvo. O marketing pessoal é a grande jogada. Alguns compram, outros ignoram, já a maioria querem ser. Cada palavra, foto, expressão e desabafo vai criando uma rede de sentimentos e reações. E de repente aquilo que não somos é a concepção geral. O que antes era “privilégio” dos famosos, nos caiu como uma luva.
Temos milhares de informações à nossa disposição, e para dar conta assimilamos apenas o que importa, é desse modo que o título da matéria se torna o próprio conteúdo. Não é necessário ler até o fim, queremos praticidade, afinal esta é a nossa geração. Tudo é criado para facilitar nossa vida e desse jeito a preguiça tornou-se aceitável e isso é perigoso; por fim não sobra tempo para filtrar, entender e digerir. Mídias oportunistas, falsas citações e inverdades vão circulando, repetindo-se e assim destruindo ou construindo uma imagem. Um exército de opinadores é formado querendo arbitrar tudo, precisam expressar, e essa falsa sabedoria os torna arrogantes, invejosos, infelizes.
Necessitamos de uma revolução mental. Assimilar que precisamos ser e não transparecer. Importar-se menos, cobrar-se menos. Não sou a favor do isolamento virtual, mas de originalidade e motivações próprias. Precisamos sair às ruas do discernimento. Que os bons momentos sejam criados também para a exclusividade. Que aquela foto no “Instagram” seja a consequência e não a razão. Que dias de sol sejam vividos sem a preocupação da “Selfie” perfeita. E daí que não seja visto? E daí que as pessoas acreditem que sua vida é chata e sem brilho pelo simples fato do seu “Facebook” conter poucos “check-in”.
A verdade é que ninguém se importa de verdade. A grande maioria só quer te observar, analisar seus erros, julgar suas palavras, tentar ao menos ter sua vida ou te diminuir em suas mentes. Há também os fãs, aqueles que amam a imagem postada, não a realidade.
Que a exposição nas redes sociais seja para dar mais vida à vida e não criar uma que não existe. E lembre-se: a infelicidade não usa “hastegs”, ela estampa um sorriso brilhante e se cobre com o filtro da felicidade.

(Fabiano Carlos) 


domingo, 28 de janeiro de 2018

QUANDO EVOLUÍMOS?


(Cristian Schloc art) 

  
Quando mudamos? 
Quando encontramos prazer em servir, em ser útil. 
Quando amadurecemos? 
Quando a ofensa já não nos ofende, o orgulho é morto.

Quando amamos?
Quando todos se tornam iguais diante das nossas atitudes.

Quando sofremos?
Quando nos apegamos aos bens perecíveis do mundo.
  
Quando nos iludimos? 
Quando acreditamos que estamos prontos, maduros e seguros.

Quando aprendemos? 
Quando a lição, seja pelo amor ou pela dor, retifica o nosso agir.
  
Quando conquistamos?
Quando marcamos na alma de alguém com um gesto amoroso.
  
Quando morremos?
Quando desprezamos a oportunidade de servir.

Quando nos tornamos cristãos? 
Quando o Cristo vive em nossas atitude,quando deixamos de falar em Jesus, e praticamos o que Ele deixou de lição.
  
Quando seremos felizes?
Quando nossas mãos calejadas ou não pelo trabalho, servirem mais para levantar o irmão caído do que para atirar pedras.
Quando descruzarmos os braços diante do sofrimento alheio, quando a humildade for a companheira mais constante.
Quando descobrirmos finalmente que somos todos passageiros do mesmo barco, movidos pelos remos das nossas atitudes.

Por isso, por onde você passar, leve esperança, seja o que consola, e será consolado.
Seja o que ampara, e será amparado.
Seja o amor, e será amado, seja o que reconcilia e será ligado no céu tudo o que você ligar na Terra. 

 (Paulo Roberto Gaefke)



domingo, 21 de janeiro de 2018

VIVA COMO AS FLORES.




 Em um antigo mosteiro budista, um jovem monge questiona o mestre:  
"Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, muitas são indiferentes. Sinto ódio das mentirosas e sofro com as que caluniam." 
"Pois viva como as flores," orientou o mestre.  
"E como é viver como as flores?" Perguntou o discípulo.  
"Repare nas flores," falou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. 
"Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem, do adubo malcheiroso, tudo que lhes é útil e saudável... mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.  
É justo inquietar-se com as próprias imperfeições, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o perturbem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. 
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores."  
  
Numa simples orientação, sem dúvida, uma grande e nobre lição de bem-viver.  
Mas, para viver como as flores, é preciso, ainda, observar outras características que elas nos oferecem como exemplo. Importante notar que nem todas as flores têm facilidades, mas todas têm algo em comum: florescem onde foram plantadas. Seja em terreno hostil, em meio a pedregulhos ou em jardins tecnicamente bem cuidados, as flores surgem para perfumar e embelezar a vida.  
Existem as flores-heroínas, que precisam lutar com valentia por um lugar ao sol. São aquelas que surgem em minúsculas frinchas, abertas em calçadas ou muros de concreto.Precisam encontrar, com firmeza e determinação, um espaço para brotar, crescer e florescer.
Há flores, cujas sementes ficam sob o solo escaldante do deserto por muitos anos, esperando que um dia as gotas da chuva tornem possível emergir... E, então, surgem, por poucos dias, só para espalhar seu perfume e lançar ao solo novas sementes, que germinarão e florescerão ao seu tempo.  
Em campos cobertos de neve, há flores esperando que o sol da primavera derreta o gelo para despertar de sua letargia e colorir a paisagem, em exuberância de cores e perfumes. 
Ah! Como as flores sabem executar com maestria a missão que o Criador lhes confia!  
Existem, ainda, flores resignadas, que se imolam na tentativa de tornar menos tristes as cerimônias fúnebres dos seres humanos... enfeitando coroas sem vida.  

Viver como as flores, portanto, é muito mais do que saber retirar vida, beleza e perfume, do estrume...  
É mais do que florescer em desertos áridos e em terrenos inóspitos... 
É mais do que buscar um lugar ao sol, estando numa cova escura sob o concreto espesso...  
É mais do que suportar a poda e responder com mais vida e mais exuberância...  
Viver como as flores é entender e executar a missão que cabe a você, a mais bela e valorosa criatura de Deus, para quem todas as flores foram criadas.  
As flores são uma das mais belas e delicadas formas de expressão do divino artista da natureza.  Parece mesmo que o Criador as projetou e as colocou no mundo para nos falar da grandeza do seu amor por nós, e também como lições silenciosas a nos mostrar como florescer e frutificar, apesar de todos os obstáculos da caminhada.  
Pense nisso, e imite as flores!
  

(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada).




domingo, 14 de janeiro de 2018

TUDO PASSA APÓS CUMPRIDO O SEU PROPÓSITO EM SUA VIDA.


Não apresse o rio diz um pensamento hindu.

A vida tem seu próprio ritmo e suas próprias regras.
Ninguém muda coisa alguma, se não tiver a paciência necessária.
Mas, para viver em paz durante o tempo em que a vida age processando as mudanças, é preciso saber viver as coisas como elas são, enquanto elas assim forem.
Em outras palavras, é preciso saber aceitar o inevitável, enquanto ele for uma realidade em sua vida.
Ser feliz é algo que vem de você aceitar que tudo o que está na sua vida hoje tem uma razão para estar ali.
E vai passar, no seu devido tempo.
Nesta vida nada é por acaso. Tudo tem uma razão de ser.
E mais: nesta vida tudo passa.
Quando cessa a necessidade de um acontecimento em nossa vida, quando aprendemos a lição que há para nós nesse acontecimento, então ele se vai. Ele passa e dá lugar a novos acontecimentos, com novas lições de vida.
A vida é um renovar constante, é uma lição contínua.
Na vida tudo passa! As coisas boas passarão, as coisas ruins também passarão.
Por isso a felicidade vem do bom senso de aceitar o inevitável,
com a paciência necessária para esperar que tudo passe...
A partir do momento que paramos de gastar energia lutando contra o inevitável e damos à vida o tempo necessário para resolver esse problema, passamos a acumular condições para transformar a nossa vida em algo melhor.
Passamos também a ver com mais clareza onde usar essa energia economizada.
Tudo começa a ter uma perspectiva melhor, então.
E isso favorece a felicidade. Seja mais feliz, aprendendo as lições de cada acontecimento e tendo a tranquilidade de saber,
que “Tudo passa após cumprido o seu propósito em sua vida”.

(Gotas de Paz)


domingo, 7 de janeiro de 2018

APRENDA A SILENCIAR...

                                                                 (Halina Kazmierczak)


Aprenda a silenciar a palavra que sai gritada de seus lábios, ferindo a sensibilidade alheia e lhe deixando à mercê das companhias inferiores.

Aprenda a silenciar a palavra suave, mas cheia de ironia, que sai de sua boca ridicularizando, humilhando a quem se dirige e que lhe intoxica, provocando a dor de estômago, as náuseas ou a enxaqueca.

Aprenda a silenciar o murmúrio que sai entre dentes, destilando raiva e rancor e atingindo o alvo, que fere como punhal, ao tempo que lhe fragiliza a ponto de não se reconhecer, de se assustar consigo mesmo.

Aprenda a calar o pensamento cruel que lhe passa na mente e que, por invigilância, nele você se detém mais do que deveria. Você se assustaria se pudesse ver sua máscara espiritual distorcida.

Aprenda a calar o julgamento que extrapola o que vê e o que sabe, levando-o a conjeturar sobre o outro, o que não sabe e não viu, plasmando idéias infelizes que são aproveitadas pelos opositores daquele que é julgado.

Aprenda a calar todo e qualquer sentimento indigno, zelando pelas nascentes do seu coração, para que não macule e não seja maculado.

Aprenda a vigiar os sentimentos para que cada dia, mais atento e vigilante, saia da esfera mesquinha a que se aprisiona voluntariamente, e possa alçar vôos mais altos e sublimes.

E, enquanto não consegue deixar de gritar, falar, murmurar, pensar cruelmente e julgar, insista em orar nesses momentos. Nem que as frases lhe pareçam desconexas e vazias de sentimento.

Insista na oração até que, um dia, orará não com palavras nem pensamentos, mas será sentimento por inteiro, amor, amor puro e verdadeiro em ação, dinâmico, envolvendo os outros e a si mesmo, verdadeiro discípulo que conseguirá ser.


(Marie-Chantal Dufour Eisenbach).


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